Ana Rita Santos, Laboratório Nacional de Engenharia Civil, Portugal

Maria do Rosário Veiga, Laboratório Nacional de Engenharia Civil, Portugal

António Santos Silva, Laboratório Nacional de Engenharia Civil, Portugal

Jorge de Brito, CERIS, Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa, Portugal

 

Resumo
As intervenções de reabilitação em revestimentos exteriores de edifícios antigos, em geral com alteração de materiais e de processos construtivos originais, nem sempre têm contribuído para melhorar o seu estado de conservação, sendo mesmo frequentemente responsáveis pela aceleração de diversos mecanismos de degradação.


De facto, a maioria dos mecanismos de degradação envolve a presença de água e o movimento desta no interior das alvenarias. Portanto, as argamassas de reparação, nomeadamente para edifícios antigos, devem dificultar a penetração da água até ao suporte (absorção relativamente lenta), mas principalmente devem favorecer a evaporação da água que se introduziu na parede, quer através da própria argamassa, quer por capilaridade ascendente através das fundações, ou ainda através de coberturas e remates.
Com efeito, estas características estão fundamentalmente relacionadas com a estrutura porosa que comanda a capacidade para transportar, reter e expulsar a água por evaporação, influenciando também, em consequência, o comportamento aos sais e ao gelo. A microestrutura é, por sua vez, condicionada por diversos aspetos, entre os quais se destacam as características dos agregados utilizados na composição das argamassas.
Na presente comunicação são estudadas três composições de argamassa com base em cal aérea, discutindo-se a influência da mineralogia de três tipos de agregados no seu comportamento hídrico, através de indicadores de absorção e de secagem, e relacionando-o com a sua estrutura porosa.